quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Vídeo promocional sobre o Projecto Outeiro do Circo


Já se encontra disponível um vídeo promocional do Projecto Outeiro do Circo, realizado por Mariana Lança durante a campanha de 2017 e que fica disponível nos canais do projecto no youtube e vimeo.
O objectivo deste vídeo passa por mostrar a diversidade de acções desenvolvidas, de forma breve e atractiva para um público abrangente, como forma de aumentar o grau de divulgação do projecto.
A autora, Mariana Lança, integrou a equipa do Outeiro do Circo durante a campanha arqueológica realizada em Agosto de 2017, acompanhando o seu dia a dia para assim captar a abrangência de atuação do Projecto Outeiro do Circo, quer na capítulo da investigação arqueológica, quer das actividades de divulgação e educativas.
O trabalho realizado por Mariana Lança integra-se assim no programa de Educação Patrimonial desenvolvido pela equipa coordenadora do Projecto Outeiro do Circo e em breve serão disponibilizados mais alguns vídeos que abordam outros aspectos específicos.
Aproveitamos para aqui deixar o nosso agradecimento à Mariana e a todos os que colaboraram com esta iniciativa.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A ocupação do território 9

Alcarias (Mombeja) - necrópole de cistas 

Em 1898, José Leite de Vasconcellos visitou a região de Mombeja, onde na companhia do Reverendo António da Silva Pires, pároco de Santa Vitória e do Reverendo António Maria de Brito, prior de Mombeja, lhe foram mostradas três lajes de xisto decoradas aí descobertas e que se integravam na Idade do Bronze. Referimo-nos às três estelas da Idade do Bronze recolhidas por Leite de Vasconcellos e transportadas para o Museu Etnológico Nacional (actual Museu Nacional de Arqueologia), das quais uma se perdeu durante umas mudanças ocorridas no museu.
Estas estelas terão sido descobertas durante a realização de trabalhos agrícolas nuns terrenos designados por Alcarias e localizados a cerca de 2 km de Mombeja, onde serviam de paredes e tampas de sepulturas (Vasconcellos 1906: 184,185).
Uma das estelas conserva a figura de um ancoriforme decorado com uma série de linhas rectas e onduladas horizontais na sua parte superior. Também se observam duas perfurações e duas linhas que partem para cima, interpretadas como correias. Na parte esquerda, também em alto relevo, surge parte de uma espada embainhada, com empunhadura de rebites onde também existem as linhas que representam as correias ou tahali.
A outra estela apenas possui uma figura, representando possivelmente a parte inferior do ancoriforme (invertida na imagem em baixo). Apesar de não serem observados na reprodução em baixo, esta estela também possui, em baixo relevo, os extremos inferiores curvos dos cabos de alabardas ou machados.
A terceira estela, desaparecida e da qual só conhecemos um esboço de José Leite de Vasconcellos, parece representar o punho de uma espada representado em alto relevo (Díaz-Guardamino 2010).

Estelas de Mombeja (adaptado de Vasconcelos 1906: estampa II)

A localização exacta do sítio permaneceu incerta e foram infrutíferas as tentativas de o localizar ao longo dos anos, face à ausência de vestígios correlacionáveis com a existência de uma necrópole de cistas na zona do topónimo "Alcarias".
Uma breve referência de Abel Viana (1945: 330) poderá estar relacionada com este sítio. Numa curta passagem descritiva de alguns materiais cerâmicos da Idade do Bronze existentes no Museu de Beja, Abel Viana menciona um vaso decorado que seria proveniente do sítio Alcaria de Ervidel (!), que havia sido depositado no museu em 1917 pelo Conselheiro Francisco Xavier de Menezes.
Esta situação foi subitamente alterada quando em Fevereiro de 2016 a equipa coordenadora do Projecto Outeiro do Circo foi contactada pelo colega arqueólogo Rui Ribolhos, que acompanhava este blogue com regularidade, pela atenção que dedica aos temas relacionados com a História, sobretudo por se tratar da terra onde tem as suas origens.
Contou-nos então o que a seguir citamos:
"Meu avô (José Filipe do Ó) recebeu de uma
herança por volta de 1950, um terreno/fazenda da parte de um tio solteiro.
Para gente pobre, como o meu avô (casado e com dois filhos para
sustentar) foi uma dádiva dos deuses.
Este terreno fora desde tempos imemoriais, "cavado" à mão e o meu avô
querendo aproveitar ao máximo as qualidades da terra, pediu uma lavra
mecanizada. No decorrer desta operação e perante o olhar do meu avô e de
meu pai (José Filipe), eis que a máquina parou perante um obstáculo pétreo.
Ao quererem retirar a dita pedra, constataram tratar-se de uma pedra que
servia de tampa de sepultura. Foram descobertas por eles duas sepulturas
que pela descrição (esteios pétreos no fundo, laterais e servindo de tampa.
Para além da surpresa relativamente ao que estavam ali "a fazer pedras
talhadas" num sitio onde não há pedras, mais espantados ficaram ao
constatar que se tratava de duas sepulturas.
O meu pai recorda-se perfeitamente de cada uma conter um esqueleto intacto,
desfeitos por contacto com os elementos.
Uma delas continha espólio sendo constituído por, segundo a memória do
meu pai, duas peças cerâmicas intactas "tijela" (vaso?) e "jarro" (potinho/púcaro?)."

No seguimento deste contacto foi possível fazer um reconhecimento à dita propriedade na companhia de Rui Ribolhos e do seu pai, José Filipe, que nos indicou o local aproximado onde estes vestígios haviam sido identificados na década de 50 do século passado. No terreno os únicos vestígios correspondiam a fragmentos de lajes que poderão ter pertencido a cistas, uma vez que na zona envolvente já não encontramos mais materiais semelhantes, concentrando-se estes numa área relativamente restrita. Apesar da ausência de outros vestígios mais específicos, julgamos que as informações recolhidas permitiram-nos a identificação concreta da localização da necrópole de Alcarias e por inerência do local onde foram recolhidas as três estelas de Mombeja.
Bibliografia:
Díaz-Guardamino, M. (2010), Las estelas decoradas en la Prehistoria de la Península Ibérica. Madrid: Tese de Doutoramento apresentada à Universidade Complutense de Madrid.
Vasconcellos, J. L. (1906), Estudos sobre a época do Bronze em Portugal. O Archeologo Português, 11, pp. 184-185.
Viana, A. (1945), Museu Regional de Beja: alguns objectos da Idade do Bronze, da Idade do Ferro e da Época Romana, Cerâmica Árabe. Arquivo de Beja, vol. 2, fasc. III-IV, pp. 309-339

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Artigo disponível

Já se encontra disponível para download o artigo publicado na revista Al madan com a síntese da campanha de 2016 do Projecto Outeiro do Circo.
Pode ser descarregado directamente no perfil do projecto em academia.edu ou através do link na página de Bibliografia deste blogue.

Serra, M., Porfírio, E. e Silva, S. (2017), Projecto Arqueológico do Outeiro do Circo. Campanha de 2016. Al madan, 21, p. 153-157.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Citações (6)


Referência ao Outeiro do Circo na obra Portugal Património, de Álvaro Duarte de Almeida e Duarte Belo, no volume 9, dedicado aos distritos de Beja e Faro. 

Transcrição (p. 87)

"Povoado pré-histórico do Outeiro do Circo, situado no sítio do Outeiro do Circo. Freguesia de Beringel, concelho de Beja, distrito de Beja.
Trata-se de vestígios de um antigo povoado fortificado cuja fundação remonta à Idade do Bronze. Da antiga povoação, investigada numa escavação efectuada em 1989, apenas subsistem alguns troços de muralha.
Em 1890 o proprietário do terreno construiu sobre os vestígios arqueológicos uma torre-mirante que o historiador arabista Correia de Campos classificou erradamente de muçulmana."

Almeida, A. D. e Belo, D. (2008), Portugal Património, Vol. IX, Beja/Faro. Lisboa: Círculo de Leitores, p. 87.

Mais uma referência à existência de uma torre-mirante, tal como em Túlio Espanca, mas que carece de validação. 
Os trabalhos arqueológicos realizados no topo do povoado não revelaram até à data indícios relacionados com a existência da referida torre, apesar desta área possuir graves limitações à investigação provocadas pela grande concentração de blocos pétreos de grande dimensão provenientes de uma outra destruição ocorrida nos anos 50 ou 60 do século XX e que resultaram nesta acumulação. De referir ainda que esta área de topo revelou materiais em contexto de revolvimento de diversas épocas, que atestam a frequência do lugar por outras comunidades após o abandono registado no Bronze Final, manifestada através da presença de cerâmicas da Idade do Ferro, Época Romana, Idade Média e Época Moderna.
Uma outra incorrecção é a referência à realização de uma escavação em 1989 que na realidade nunca existiu apesar de ter havido essa intenção através da apresentação de um projecto de investigação da autoria de Rui Parreira e Teresa Matos Fernandes que nunca obteve os apoios necessários à sua concretização. 

domingo, 31 de dezembro de 2017

Balanço 2017

Como habitual é chegada a hora de fazer o balanço de actividades do Projecto Outeiro do Circo ao longo do ano que agora finda.
Seguiremos uma ordem cronológica para uma leitura mais fácil e linear.
Curiosamente 2017 iniciou-se com o fim de um projecto de divulgação associado à componente de Educação Patrimonial desenvolvida paralelamente às actividades de investigação no Outeiro do Circo.
Falamos do projecto "12 Lugares, 12 Meses, 12 Histórias - A Idade do Bronze na região de Beja", que ocorreu ao longo de 2016, mas que teve o seu encerramento em Janeiro de 2017 com a organização de uma caminhada urbana e a inauguração de uma exposição fotográfica na Casa da Cultura destinada a mostrar alguns dos melhores momentos desta iniciativa e resumir em números o conjunto das acções concretizadas. 



Ainda em Janeiro houve também ocasião para a inauguração de nova exposição fotográfica sobre o Outeiro do Circo e para a apresentação do documentário "Outeiro do Circo: o guardião da planície", da autoria de Manuel Monteiro, e que decorreram ambos na Casa da Cultura de Beja perante numerosa audiência. 
Integrado nesta ocasião houve ainda lugar a um debate em torno do documentário, mas que serviu para aprofundar outros temas relacionados com a valorização do património arqueológico da região de Beja. 



Em Março os seguidores e amigos do Projecto Outeiro do Circo reuniram esforços numa votação online que permitiu a atribuição do 2º prémio no âmbito de um concurso fotográfico promovido pelo American Institute of Archaeology. A fotografia premiada foi da autoria da arqueóloga canadiana Kate Leonard que no Verão de 2016 integrou como voluntária os trabalhos de escavação no Outeiro do Circo. 

Nesse mesmo mês foi publicado um artigo sobre "Arqueologia e desenvolvimento local", na revista Alentejo, editada pela Casa do Alentejo em Lisboa e que se baseia em grande parte em exemplos decorrentes da experiência acumulada no Outeiro do Circo. 
A colaboração com a revista Alentejo conheceria novo episódio em Setembro com a publicação de outro texto, desta vez exclusivamente centrado no trabalho realizado no Outeiro do Circo, sob o título "Projecto Outeiro do Circo: da Arqueologia para a Educação Patrimonial"


O domínio da divulgação centrada no programa de acções de Educação Patrimonial seria alvo de novo destaque durante o mês de Março com a publicação do artigo "Experimentar Arqueológía! La Educacíon Patrimonial en el Proyecto Outeiro do Circo (Beja, Portugal)", resultante da participação dos responsáveis do projecto num congresso internacional promovido pela Universidade de Córdoba (Espanha). 
A colaboração com a Universidade de Córdoba continuaria com a publicação de novo artigo, em Abril, dedicado à mesma temática, mas editado no âmbito de um boletim direccionado para o grande público, intitulado "Proyecto Outeiro do Circo (Beja, Portugal), la edad del Bronce desvelada a través de la educacíon patrimonial".



Também no mês de Abril foram criadas duas novas plataformas de divulgação do Projecto Outeiro do Circo em dois canais para suportes vídeo no youtube e no vimeo, e que continuarão em 2018 a ser "alimentados" com novas produções de vários colaboradores do projecto. 

No final do mês de Abril registou-se a participação do Projecto Outeiro do Circo no colóquio internacional "Iberian Zooarchaeology Meeting 2017", realizado na Universidade do Algarve e que contou com a apresentação de um poster sobre os estudos dos restos faunísticos recolhidos no Outeiro do Circo, resultante do trabalho de investigação de Íris Dias e Cleia Detry da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e do centro de investigação universitário UNIARQ, respetivamente.

Entre Maio e Junho desenvolveu-se uma nova colaboração, com a Associação para a Defesa do Património da Região de Beja, concretizada na organização de um ciclo de conferências subordinado ao tema "Grandes novidades da Arqueologia da Região de Beja", e que trouxe à Biblioteca Municipal de Beja três sessões, a cargo de Ana Margarida Arruda, Miguel Serra e António Carlos Valera, com temáticas sobre a Idade do Ferro, Idade do Bronze e Idade do Cobre. 
Maio foi também o mês em que se retomou o projecto faCta - Oficinas de Arqueologia Experimental sobre Cerâmica, que em 2017 visitou Nelas para duas sessões sobre modelação e cozedura de cerâmicas pré-históricas, numa colaboração com a Palimpsesto, Lda. e o projecto Divulgarq, com o apoio da Câmara Municipal de Nelas e da Fundação Lapa do Lobo. 



No fim de Maio registámos com muito orgulho a publicação da tese de doutoramento da nossa colaboradora Ana Osório, editada pela Associação de Arqueólogos Portugueses após ter merecido o 2º lugar no prémio Eduardo da Cunha Serrão, atribuído em 2015. 

Em Julho era publicado um artigo, na revista Al madan, onde se fez o resumo da campanha de 2016, na antecâmara da preparação de nova campanha para Agosto de 2017. 
No final de Julho, mesmo a anteceder o início da última campanha de escavações do presente projecto, era assinado um protocolo de colaboração com mais uma entidade, o Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa em Braga, no âmbito das acções de estudo e tratamento dos materiais arqueológicos provenientes do Outeiro do Circo. 
Chega-se então a Agosto para a campanha de trabalhos que serviriam de conclusão para as acções de campo!
Uma campanha onde as prioridades centraram-se no término das áreas de sondagem em curso, e que mesmo no final haveriam de revelar resultados sobre a ocupação doméstica junto às muralhas, com o aparecimento de uma possível cabana da Idade do Bronze, para além de um vasto conjunto de materiais arqueológicos que serão estudados no início de 2018.

Como em anos anteriores o programa de actividades foi bastante diversificado e englobou o habitual ciclo de conferências do Projecto Outeiro do Circo, este ano dedicado aos Grandes povoados da Idade do Bronze no Sudoeste, e que permitiu a vinda de investigadores de renome para nos apresentarem diversos casos concretos como Evoramonte, Passo Alto (Serpa) ou Alange (Badajoz), pela voz respectivamente de Rui Mataloto, António Monge Soares e Ignacio Pavón Soldevila e que juntaram perto de 100 interessados durante as noites frescas de Agosto junto ao Núcleo Museológico da Rua do Sembrano. A anteceder este ciclo de conferências teve lugar um workshop dirigido por Rafael Ortiz centrado no povoamento da região do Estuário do Guadalquivir no II milénio a.C. 


O programa de actividades da campanha de 2017 contou também com a exibição do documentário "Outeiro do Circo: o guardião da planície" em Mombeja, para além de uma nova exposição intitulada "Gestos Ancestrais! Objectos de Ontem e de Hoje", que visitou Santa Vitória e Mombeja nos fins-de-semana das festas de ambas as localidades. 

Durante toda a campanha contou-se com a presença da realizadora colombiana Andrea Mendoza que propôs uma nova colaboração com o projecto para a rodagem de um documentário, intitulado "Xaroco" que haverá de estrear no 1º semestre de 2018 em Beja. Um dos momentos "maiores" da rodagem foi sem dúvida a vinda do grupo Cantadores do Desassossego ao Outeiro do Circo, para cantarem o Alentejo, Alentejo em pleno campo! 
A presença de Andrea Mendoza foi ainda aproveitada para serem exibidos dois outros documentários da realizadora, Alto Contrasto e Dandelion, que reuniram mais de 80 curiosos em duas sessões no novíssimo Centro UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial em Beja.
Outras filmagens, efectuadas por Mariana Lança, irão dar origem a uma série de pequenos vídeos promocionais sobre o Outeiro do Circo e que também deverão ser disponibilizados em diversos momentos ao longo de 2018. 



As tradicionais visitas guiadas, que ocorrem em simultâneo com as escavações arqueológicas, trouxeram cerca de 80 visitantes ao Outeiro do Circo, com um grande destaque para os grupos de jovens integrados em programas de ocupação de tempos livres, para os quais é criado um programa educativo próprio. 


Terminados os trabalhos de campo não houve muito tempo para pensar no final do projecto, pois uma série de novos desafios nos foram colocados de imediato. 
Assim, Setembro inicia-se com a preparação da presença do Projecto Outeiro do Circo no festival internacional de cinema patrimonial Heri Tales em Évora, com a inauguração da exposição fotográfica "Olhares". 

Em Outubro sairia novo artigo, com o título "Estratégias de povoamento entre o Bronze Pleno e Final na região de Beja", fruto da participação no colóquio internacional Arqueologia de Transição, realizado na Universidade de Évora em 2016
Também em Outubro teria lugar a participação do projecto no colóquio internacional "Fortifications of the Metal Ages in Europe", na Sociedade Martins Sarmento em Guimarães, com uma apresentação intitulada: Uma muralha no meio da planície. Análise poliorcética, técnica e simbólica da muralha do povoado fortificado do Bronze Final do Outeiro do Circo".




Finalmente o ano termina com a entrega de um novo projecto de investigação, concebido nos últimos meses e que pretende continuar o programa de investigação e divulgação sobre o Outeiro do Circo e a Idade do Bronze na região de Beja entre 2018 e 2021. Aguarda-se que 2018 traga boas notícias para a continuidade deste projecto!
Terminamos com um agradecimento a todos os amigos, colaboradores e parceiros do Projecto Outeiro do Circo, porque sem o envolvimento de todos eles não teria sido possível um ano tão preenchido e cheio de "pequenos" sucessos!

BOM ANO!






sábado, 30 de dezembro de 2017

Novo projecto de investigação sobre o Outeiro do Circo

Foi entregue, para apreciação da Câmara Municipal de Beja, uma proposta para apoio a um novo projecto de investigação sobre o Outeiro do Circo, a implementar entre 2018 e 2021.
Pretende-se com este novo projecto a continuidade das acções de investigação e de educação patrimonial que se desenvolvem desde 2008 no Outeiro do Circo, mas também a integração de novos sítios arqueológicos do concelho de Beja, de modo a se obter uma visão mais completa sobre as estratégias de povoamento durante a Idade do Bronze neste território. 
A proposta agora apresentada mantém o interesse na colaboração com as entidades que têm sido parceiras ao longo dos últimos 9 anos, reforçando o trabalho em rede e a capacidade de actuação no terreno através do aumento da equipa técnico-cientifica e do tempo de afectação dos trabalhos. 
Esperemos que 2018 traga boas novidades para a continuação deste projecto!