quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Convite - Inauguração - Festival Heri Tales, Évora, 21 de Setembro

O Projecto Outeiro do Circo tem a honra de convidar V. Exa., em nome da organização do Festival Internacional de Cinema de Património Heri Tales , para a cerimónia de abertura, a ter lugar no dia 21 de Setembro de 2017, às 17h30 na sede do Grupo Pro-Évora, na qual será apresentada a exposição fotográfica "Outeiro do Circo: Olhares", sessão que contará igualmente com a exibição do documentário "Outeiro do Circo: o guardião da planície", e com um mostra de artefactos recolhidos nas escavações arqueológicas no Outeiro do Circo.


sábado, 2 de setembro de 2017

Artigo sobre Educação Patrimonial

Já se encontra nas bancas o novo número da revista Alentejo (Junho - Novembro), editada pela Casa do Alentejo (Lisboa), que conta com a colaboração do Projecto Outeiro do Circo através de um artigo de Miguel Serra dedicado ao programa de Educação Patrimonial desenvolvido no âmbito deste projecto de investigação arqueológica.
Esta colaboração surge na sequência da estratégia de divulgação do Projecto Outeiro do Circo através da utilização de diversas formas de comunicação generalista para um maior alcance público da informação científica. 
A revista Alentejo pode ser adquirida na Casa do Alentejo e em diversas livrarias por todo o país.




sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Notas de campo (5) - Campanha de 2017

Terminada a 4ª e última semana de trabalhos da campanha de 2017 e deste projecto iniciado em 2014.
Como não poderia deixar de ser, foi mesmo no final que surgiram algumas evidências mais interessantes e directamente relacionadas com um dos principais objectivos deste projecto, que passava pela detecção de vestígios habitacionais na área intramuralhas. 
Nos anos anteriores foram efectuadas sondagens dispersas pelas áreas mais elevadas do Outeiro do Circo que permitiram a recolha de inúmeros vestígios materiais da presença humana ao longo da Idade do Bronze, mas também em períodos posteriores, nomeadamente na Idade do Ferro, Época Romana e nos períodos medieval e moderno, estes com presença mais discreta. No entanto, estas mesmas sondagens revelaram pouco potencial no que diz respeito à preservação de estruturas habitacionais, pelo facto do substrato geológico se encontrar muito superficial e toda esta área ter sido profundamente revolvida pela agricultura mecanizada. De qualquer forma ainda foi possível detectar, numa das sondagens escavadas no topo do povoado, uma estrutura ligada às actividades quotidianas, como foi o caso de uma fossa de tipo silo que embalava grande quantidade de restos faunísticos, cerâmicos e até um fragmento de um bloco rochoso decorado com "covinhas". Nos últimos dois anos do presente projecto optou-se pela abertura de duas novas sondagens junto a um troço de muralha que já havia sido alvo de escavação arqueológica entre 2008 e 2013, por aí sabermos que a potência estratigráfica era muito superior, reduzindo o risco de eventuais estruturas terem sido destruídas por lavras profundas. 
As duas sondagens realizadas revelaram-se muito distintas, a sondagem 7, que apesar de revelar grande profundidade e ter permitido a recolha de enorme quantidade de materiais, não permitiu a identificação de qualquer estrutura preservada.




Já na sondagem 8 os resultados foram mais interessantes e no alargamento efectuado para permitir uma melhor interpretação de um alinhamento de pedras confirmou-se estarmos perante uma estrutura, muito possivelmente os restos de uma cabana circular ou elíptica formada por blocos de pedra unidos por barro cozido. Infelizmente não foi possível escavá-la na totalidade no tempo disponível para terminar a campanha de 2017, pelo que se optou por selar e proteger devidamente esta estrutura, salvaguardando-a para intervenções futuras que integrem um plano de conservação dos vestígios agora detectados.

De referir que os materiais recolhidos na presente campanha enquadram-se dentro daquilo que foi exumado nos últimos anos, sendo de destacar a presença de cerâmicas da Idade do Bronze em melhor estado de conservação nos níveis finais da sondagem 7 e nas camadas da sondagem 8, quer no exterior quer no interior da possível cabana. Nesta sondagem ainda se recolheram alguns artefactos líticos, como os denticulados que foice que estão sempre muito presentes em todas as áreas intervencionadas no Outeiro do Circo e que afirmam a importância da agricultura para estas comunidades, e o aparecimento de algumas pequenas argolas em liga de cobre e uma conta de colar no mesmo material.
Terminado o projecto, procedeu-se à selagem total da sondagem 7, por não haver aí qualquer vestígio passível de conservação, e ao acondicionamento e protecção com selagem cuidada da sondagem 8, por ser viável a realização de novas escavações arqueológicas no âmbito de um eventual novo projecto.
No campo das visitas guiadas às escavações há que referir que estas se mantiveram até ao último dia de trabalho de campo o que permitiu atingir um total de 82 visitantes, sendo que muitos tiveram a oportunidade de participar directamente nos trabalhos de escavação, possibilitando uma melhor compreensão dos trabalhos efectuados.
No campo das actividades paralelas houve lugar à projecção de mais um documentário da realizadora Andrea Mendoza, que teve lugar no dia 21 de Agosto, mais uma vez no Centro UNESCO a quem agradecemos desde já toda a amabilidade e disponibilidade demonstradas. O documentário, intitulado Dandelion, incluiu filmagens em 6 países, incluindo Portugal, nomeadamente em Beja, e centrava-se no conceito da Beleza, socorrendo-se de múltiplas entrevistas destinadas a mostrar a complexidade do tema que mereceu a atenção de 44 assistentes que no final tiveram a oportunidade de conservar com a autora. 


 

Nesta última semana houve também lugar ao encerramento do ciclo de conferências dedicado aos grandes povoados da Idade do Bronze do Sudoeste Peninsular com uma conferência a cargo de uma presença assídua, António Monge Soares, que trouxe uma apresentação sobre o Passo Alto (Vila Verde de Ficalho, Serpa), que permitiu aos 17 assistentes conhecerem algumas das características que fazem deste povoado um sítio único no contexto da Idade do Bronze regional.


Terminados os trabalhos de campo segue-se agora para a fase de tratamento e estudo de materiais que será sobretudo desenvolvida nas instalações do Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa em Braga e que ficarão a cargo de Sofia Silva, colaboradora de longa data do Projecto Outeiro do Circo.
Após estes trabalhos e a elaboração dos respectivos relatórios técnicos dar-se-à por terminado o Projecto Outeiro do Circo 2014 - 2017, mas ainda haverá um longo trabalho de publicação das muitas matérias de análise surgidas ao longo destes 4 anos e que levarão ao estabelecimento de novas parcerias ao longo de 2018.
Nos próximos meses será também um período de reflexão destinado a fazer o balanço do projecto e a estudar as possibilidades de dar continuidade a este trabalho, algo que só será viável com a colaboração das várias entidades que connosco têm colaborado ao longo dos anos. No entanto, fica desde já assumido pelos responsáveis deste projecto que a eventual continuidade dos trabalhos ficará totalmente dependente da capacidade para criar melhores condições e mais apoios, indispensáveis à prossecução dos objectivos futuros a propor e à afirmação deste projecto.
Por fim deixamos os nossos agradecimentos a todos os participantes desta campanha: Diana Fernandes, que co-dirigiu os trabalhos de escavação arqueológica, e aos voluntários, Rafael Ortiz, Maria Dolores, Eduardo Matas, Bruno Reginaldo, Luís Laceiras, Denise Lima, Juan Batanero, Silvia Nuez, Ricardo Arrimar, Victor Almiron, Raquel Margalef e David Magalhães; aos trabalhadores da União de Freguesias de Santiago Maior e São João Baptista e ao seu presidente, Miguel Ramalho, à União de Freguesias de Santa Vitória e Mombeja pelo apoio às exposições realizadas nas duas localidades, aos grupos de ocupação de tempos livres do Penedo Gordo (UF Santiago Maior e São João Baptista) e Zona Azul; aos responsáveis pela cedência de instalações para a realização de diversas actividades, nomeadamente à Sara Serrano do Centro Social Lidador e ao André Tomé do Centro UNESCO, à Força Aérea Portuguesa pela cedência de alojamento; ao Centro Social, Recreativo e Cultural do Bairro da Esperança; à Andrea Mendoza pelo seu interesse que a trouxe desde a Colômbia para realizar um documentário (em breve agradeceremos a todos os envolvidos neste documentário); aos nossos colegas da Palimpsesto por todo o apoio material e não só; e por fim aos colegas da Câmara Municipal de Beja, Teresa Guerreiro e Tânia Matias por todo o seu empenho e naturalmente ao executivo do município por ter acreditado e apoiado este projecto de forma incondicional.
E mesmo para terminar, o nosso enorme agradecimento a todos colaboradores e amigos deste projecto desde o seu início e que são demasiados para os enumerarmos a todos, mas sem os quais nada disto teria sido possível!



quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Heritales - Évora, 21 a 23 de Setembro 2017

O Projecto Outeiro do Circo vai estar presente na 2ª edição do Heritales - Festival Internacional de Cinema Patrimonial, que irá ter lugar em Évora nos dias 21, 22 e 23 de Setembro de 2017.
A edição de 2017 é dedicada ao tema das Comunidades Sustentáveis centrando-se nas formas de divulgação cultural através da 7ª arte com o objectivo de recolher o valor patrimonial das comunidades, especialmente a viabilidade das comunidades sustentáveis, quer na actualidade quer em termos históricos.
A participação do Projecto Outeiro do Circo neste festival surge por convite dos organizadores, cabendo-nos a honra de abertura do evento, no dia 21 de Setembro entre as 17h30 e as 18h30, com a exposição fotográfica "Olhares" que estará patente ao público no Grupo PRO-Évora (Rua do Salvador, 1, em Évora). Durante a inauguração da exposição haverá ainda lugar à exibição do documentário "Outeiro do Circo: o guardião da planície", de Manuel Monteiro e à mostra de réplicas e artefactos recolhidos nas escavações arqueológicas realizadas no Outeiro do Circo.
A presença neste festival só é possível devido ao apoio da Câmara Municipal de Beja, nomeadamente no que diz respeito ao transporte e montagem da exposição.




domingo, 27 de agosto de 2017

Notas de campo (4) - Campanha de 2017

A 3ª semana de trabalhos no Outeiro do Circo levou à conclusão da escavação da sondagem 7, que apesar de revelar uma grande potência estratigráfica não permitiu a detecção de estruturas conservadas, registando-se no entanto a recolha de grande número de fragmentos cerâmicos, com especial incidência nas camadas finais onde o material apresenta maior variedade de formas e melhor estado de conservação das pastas.
Na sondagem 8, iniciou-se o alargamento destinado a compreender melhor a possível estrutura detectada no canto Sul e que poderá revelar alguma informação sobre a área habitacional. Foram removidas as camadas superficiais, onde se destaca a presença de materiais que podem corresponder a um momento já integrado na Idade do Ferro, à semelhança de outros aqui recolhidos na campanha anterior. 
Prosseguiram os trabalhos de gabinete com a lavagem e tratamento de materiais, que tem permitido aos participantes conhecerem melhor a cultura material do Outeiro do Circo e todo o processo de tratamento de materiais.

No campo da divulgação, esta foi uma semana bastante preenchida com as várias visitas ao Outeiro do Circo e que incluíram a presença dos ATL`s de Penedo Gordo (União de Freguesias de Santiago Maior e São João Baptista) e da Zona Azul, numa iniciativa que permitiu aos mais jovens tornarem-se arqueólogos por breves momentos.

O Ciclo de Conferências de 2017 teve a sua 2ª sessão, com um tema apresentado por Ignacio Pavón Soldevila da Universidade da Extremadura (Cáceres, Espanha), sobre o povoado do Castillo de Alange, situado em Badajoz, que atraiu a atenção de 37 pessoas e que desta forma puderam tomar contacto sobre o potencial de investigação realizado sobre outro dos grandes povoados da Idade da Bronze no Sudoeste peninsular. 

Esta semana encerrou com a realização da exposição itinerante "Gestos ancestrais" em Santa Vitória, e que, apesar do escasso público presente, proporcionou um interessante contacto com a população local e sobre as suas vivências.
Paralelamente aos trabalhos arqueológicos e às actividades do programa de Educação Patrimonial, continuam as filmagens do documentário de Andrea Mendoza e que já tem título, "Xaroco", uma referência ao forte vento que se faz sentir nas encostas do Outeiro do Circo e cujo topo lhe serve de barreira, justificando assim um topónimo próximo, o "Olival de Corta Vento". As filmagens proporcionaram alguns momentos únicos, como a presença dos Cantadores do Desassossego no local das escavações, bem como a visita a lugares mais distantes como a Mina de São Domingos ou a Serra da Arrábida. 

No dia 18 organizou-se um momento de convívio, que teve lugar no Centro Social Lidador e contou com o apoio inestimável da equipa do Centro Cultural, Social e Recreativo do Bairro da Esperança, José Baguinho, Carlos Cascalheira e Ricardo Rodrigues, e que permitiu juntar os elementos da equipa do Outeiro do Circo com os representantes das entidades envolvidas nos apoios e colaborações, quer com o projecto quer com o documentário em curso. 










quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Nota de campo (3) - Campanha de 2017

Durante a 2ª semana da campanha de 2017 do Projecto Outeiro do Circo avançaram os trabalhos de alargamento da sondagem 7, após a limpeza e remoção dos aluimentos dos perfis, que permitiram a detecção do substrato geológico em parte da área escavada, revelando a sua grande potência estratigráfica resultante das escorrências de terras ao longo da encosta. 
Na sondagem 8, e após a limpeza para recuperação dos níveis intervencionados no ano anterior, avançou-se com os trabalhos de registo das sucessivas unidades aí detectadas e a prossecução da escavação revelou a existência de uma estrutura formada por grandes blocos de pedra ligados por barro cozido, decidindo-se o alargamento desta sondagem, na zona da estrutura, para uma melhor compreensão destes vestígios.

Durante esta semana registaram-se as primeiras visitas ao Outeiro do Circo, permitindo aos visitantes o contacto directo com a realidade do trabalho de investigação aqui desenvolvido. O programa de visitas incluiu explicações, não só sobre o sítio arqueológico e o respectivo enquadramento arqueológico, mas também algumas actividades mais práticas, como a possibilidade de participar nas escavações, com o apoio dos próprios voluntários que integram a equipa, e manusear alguns materiais e réplicas, que permitem uma melhor aproximação dos visitantes ao conhecimento sobre a Idade do Bronze. 



Iniciou-se também o ciclo de conferências de 2017, dedicado ao tema dos "Grandes povoados da Idade do Bronze no Sudoeste", que teve como primeiro orador Rui Mataloto, arqueólogo da Câmara Municipal do Redondo, e que trouxe a Beja uma apresentação sobre o historial da investigação desenvolvida no povoado da Idade do Bronze de Evoramonte, à qual assistiram 24 pessoas, proporcionando um animado debate no final da sessão. 

Foram também desenvolvidas algumas actividades paralelas, como a exibição do documentário AltoContrasto, da realizadora Andrea Mendoza, que se encontra em filmagens no Outeiro do Circo e que contou com 37 assistentes no dia 8 de Agosto no Centro UNESCO em Beja. 
De destacar ainda o envolvimento do Projecto Outeiro do Circo no Cortejo Histórico de Beja, através da participação de 6 dos voluntários como figurantes integrados na época romana!!!


Para terminar aqui fica o nosso agradecimento aos voluntários que finalizaram a sua participação nesta 1ª quinzena, Juan Batanero, Eduardo Matas, Maria Dolores, e as boas vindas aos que chegam para a 2ª metade da campanha







quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Ciclo de Conferências Outeiro do Circo 2017 - 3ª sessão

O Ciclo de Conferências Outeiro do Circo 2017, subordinada ao tema "Grandes povoados da Idade do Bronze no Sudoeste", encerra na próxima 5ª feira dia 24 de Agosto com a apresentação de uma conferência às 21h30 no Núcleo Museológico da Rua do Sembrano em Bja
O conferencista convidado é António Monge Soares, investigador incontornável no estudo da Idade do Bronze no Sudoeste e que nos irá falar sobre um sítio de características únicas dentro dos marcos geográficos e cronológicos em questão, o povoado do Passo Alto (V.V. Ficalho, Serpa).

Passo Alto: um sítio único no contexto dos povoados fortificados do Bronze Final do Sudoeste
António Monge Soares
(Investigador Principal - Aposentado; Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares - C2TN; nstituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa )

Resumo
O povoado do Passo Alto, situado na confluência de dois ribeiros, é constituido por dois núcleos separados por cerca de 250 m sem quaisquer vestígios arqueológicos. A cerâmica encontrada, de que se destaca a de ornatos brunidos, bem como a datação por radiocarbono de materiais de vida curta, permitem atribuir-lhe uma cronologia precisa (sécs. X a VIII a.C.) dentro do Bronze Final do Sudoeste Peninsular.
As boas condições naturais de defesa são complementadas por uma muralha na zona de mais fácil acesso ao povoado, constituida por terra calcada misturada com pequenas pedras; seria encimada por uma estrutura de blocos de xisto e madeira que, a certa altura, teria sido incendiada, junto à entrada do povoado, vitrificando os blocos de xisto que entravam na sua constituição. Este troço de muralha foi, então, substituido por um outro, adossado à sua face externa, constituido também por terra calcada misturada com pequenos fragmentos de xisto, alguns vitrificados, revestido na face externa por uma fiada de pedras sobrepostas e, na face interna, por grandes lages e blocos de xisto colocados lado a lado de cutelo. A reforçar este sistema de defesa, existia um pequeno fosso e uma faixa de 30 x 30 m de cavalos-de-frisa, a barrar o corredor de mais fácil acesso ao povoado.
No Sudoeste peninsular são muito raros os povoados que têm muralhas vitrificadas e mais raros ainda os que apresentam cavalos-de-frisa. O paralelo mais próximo para as muralhas vitrificadas, datadas também do Bronze Final, encontra-se no povoado da Misericórdia (Serpa), enquanto cavalos-de-frisa parecem ter existido num povoado (Castillo de las Peñas), na província de Huelva, e talvez em dois ou três da província de Badajoz, mas com uma cronologia posterior.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Balanço "Gestos ancestrais" - Santa Vitória

No passado Sábado, dia 19 de Agosto, a exposição itinerante "Gestos ancestrais - objectos de ontem e de hoje" visitou Santa Vitória, depois de já ter estado em Mombeja.

Num dia marcado pelo imenso calor e com a população de Santa Vitória a resguardar-se para o início das festividades marcadas para o fim da tarde, foi pouco o público que nos visitou no Centro Social de Santa Vitória. No entanto, os apenas 6 entusiastas que tomaram contacto com a exposição demonstraram o seu interesse no tema pelo tempo que demoraram a ouvir as explicações, a partilharem as suas experiências e questões, desde os mais novos aos menos jovens.
No dia anterior não foi possível projectar o documentário de Manuel Monteiro "Outeiro do Circo. o guardião da planície", tal como constava do programa, devido à falta de público, o que nos levará a tentar fazê-lo numa altura mais propícia de modo a dar a conhecer o trabalho desenvolvido no Projecto Outeiro do Circo junto da população de Santa Vitória.

domingo, 20 de agosto de 2017

Documentário Dandelion

Andrea Mendoza estreia o seu novo filme, Dandelion, em Beja. 
Durante 2016, muitas pessoas famosas e infames faleceram. Seriam belas? O que nos terão deixado como herança imaterial? A beleza pode ser aprendida com a história das suas vidas?
Dandelion um filme–documentário que explora a questão da beleza e tudo o que ela abraça, deambulando entre as artes, a dor e as paisagens naturais. Partindo de vários lugares, entre os quais o Alentejo, Andrea Mendoza, através de várias entrevistas e paisagens, convida-nos a indagar o conceito de beleza, a caminhar através do que é belo. 
Esta projecção insere-se nas iniciativas paralelas do Projecto Outeiro do Circo.



sábado, 19 de agosto de 2017

Notas de Campo (2) - Campanha de 2017

A 1ª semana de trabalhos no Outeiro do Circo foi dedicada à apresentação do sítio arqueológico e dos principais objectivos e áreas de actuação do projecto aos novos participantes. No terreno realizaram-se trabalhos preparatórios, incluindo desmatação da área de intervenção, colocação de redes sombras (com a colaboração de trabalhadores da União de Freguesias de Santiago Maior e São João Baptista), topografia, remoção da selagem de 2016 e limpeza das sondagens 7 e 8, que no caso da sondagem 7 implicou maior volume de trabalho devido ao abatimento de alguns cortes. Houve ainda necessidade de proceder ao alargamento da sondagem 7, originalmente com 3 metros x 3 metros para 4 metros x 4 metros.


Nesta semana também se iniciaram os trabalhos de tratamento de materiais que decorrem no Museu Jorge Vieira, cedido para o efeito pela Câmara Municipal de Beja.
No campo das actividades desenvolvidas fora do terreno destaca-se a realização de uma sessão de Brain Storming centrada no caso do povoamento do II milénio no estuário do Guadalquivir, e que decorreu no Centro Social Lidador, a cargo de Rafael Ortiz, colaborador do Projecto Outeiro do Circo desde o seu início.
Nesta semana também se iniciaram as filmagens de um documentário da responsabilidade de Andrea Mendoza, realizadora colombiana, e que contaram com diversas colaborações voluntárias. A produção contou com filmagens no Outeiro do Circo, em Beja e em Mombeja, para além da escolha de outros locais. Brevemente daremos mais pormenores sobre este documentário.
A semana terminou com a projecção de outro documentário, "Outeiro do Circo. O guardião da planície", de Manuel Monteiro, que foi exibido em Mombeja no dia 4 de Agosto e com a realização de uma exposição na mesma localidade no dia 5 de Agosto, dedicada ao tema "Gestos ancestrais. Objectos de ontem e de hoje", acções que contaram com o apoio da União de Freguesias de Santa Vitória e Mombeja.